ONU denuncia perseguição e torturas de opositores no Zimbábue

Seis especialistas da ONU denunciaram nesta terça-feira uma campanha de agressões organizadas e coordenadas e o uso da tortura contra opositores do regime do presidente zimbabuano Robert Mugabe.

AFP |

Em um comunicado, os especialistas da organização internacional indicaram que dispõem de informações fidedignas de "atos de intimidação, violência e tortura" contra simpatizantes ou supostos eleitores do Movimento pela Mudança Democrática (MDC), principal partido opositor no país africano.

O Zimbábue aguarda há um mês os resultados da eleição presidencial de 29 de março, disputada por Mugabe, no poder desde 1980, e pelo candidato do MDC, Morgan Tsvangirai.

Os autores do documento manifestam sua "preocupação pelo fato de que essas agressões sejam organizadas e coordenadas".

"É particularmente inquietante que, paralelamente a essa violência, os meios de comunicação controlados pelo governo emitam programas e canções inflamados" que incitam a "pegar em armas e combater", acrescentam os especialistas.

O texto foi assinado por cinco relatores especiais da ONU: Philip Alston (execuções sumárias), Yakin Erturk (violência contra as mulheres), Miloon Khotari (direito a uma moradia decente), Ambeyi Ligabo (direito à liberdade de expressão), Manfred Nowak (torturas) e a representante do secretário-geral da ONU para a proteção dos Direitos Humanos, Hina Jilani.

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