ONU defende direito de palestinos em Gaza de fugir para outro país

GENEBRA - O Alto Comissariado da ONU para os Refugiados, António Guterres, pediu hoje um estrito respeito aos princípios humanitários no conflito de Gaza, principalmente o que garante o direito de toda pessoa que foge de uma guerra de buscar segurança em outro país. O confronto, iniciado dia 27 de dezembro, já deixou pelo menos 550 mortos.

Redação com agências internacionais |

Apesar de por enquanto não ter sido observado um deslocamento em massa da população por causa do bloqueio imposto por Israel sobre o território palestino, o representante das Nações Unidas lembrou aos países vizinhos sua responsabilidade de dar segurança aos civis que fogem da violência.

AP
Palestinos carregam homem ferido durante borbardeio do domingo


A ONU pediu que se mantenham abertas e em segurança todas as fronteiras e rotas de acesso a seus territórios, de modo que os palestinos possam entrar sem obstáculos.

Também reivindicou que se permita a entrega da ajuda humanitária às vítimas civis do conflito, facilitando seu acesso pelo Egito e por Israel.

23 civis mortos, dizem palestinos

Fontes médicas palestinas afirmaram que pelo menos 23 palestinos, todos eles civis, morreram nesta segunda-feira  em diferentes bombardeios israelenses na Faixa de Gaza.

Reuters
Missel atinge Jardim de Infância na cidade portuária de Asdod

Treze deles morreram no bairro de Zeitoun, na Cidade de Gaza, quando sua casa foi bombardeada por um tanque durante uma incursão a partir do antigo assentamento de Netzarim, a 3 quilômetros da capital da Faixa de Gaza e onde estão as tropas israelenses, disse o responsável do serviço de emergência do território palestino, Moawiya Hassanein.

Entre os civis estavam cinco crianças , informaram fontes médicas. Três meninos morreram em consequência do disparo de um obus a partir de um carro de combate no bairro de Zeitun, em Gaza, e os outros dois em bombardeios da Marinha israelense contra o campo de refugiados de Chati, também na cidade de Gaza, segundo o diretor das emergências palestinas, Muawiya Hasanein, que não revelou as idades das vítimas.

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