ONU decide retirar famílias de seus funcionários no Paquistão

Islamabad, 2 out (EFE).- O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, decidiu hoje aumentar a segurança dos funcionários do organismo multinacional no Paquistão e retirar os parentes dos empregados, após o atentado suicida contra o hotel Marriott, em Islamabad, que causou a morte de 54 pessoas.

EFE |

"O secretário-geral decidiu hoje que se passe para a fase três, e com isso aumenta o nível de segurança. A decisão estava sendo estudada desde o atentado contra o Marriott", disse à Agência Efe um alto funcionário da ONU, que para não ser identificado.

Esta medida já estava em vigor na cidade de Peshawar, capital da Província da Fronteira Noroeste, mas agora se estendeu a Islamabad, Rawalpindi, Quetta e nove distritos da região sudoeste do Baluchistão.

"Isso significa que serão retirados as famílias do pessoal e os empregados não imprescindíveis. Afetará especialmente as crianças, as esposas e o pessoal essencial poderão permanecer no país", acrescentou a fonte.

Está prevista que a evacuação comece na próxima semana e, por enquanto, os responsáveis do organismo não sabem quanto tempo durará.

"Há vários pontos para onde se deslocarão as pessoas, entre eles Dubai e Hong Kong. Trata-se de uma grande mobilização, a ONU tem 19 agências no Paquistão com trabalhadores nacionais e internacionais", disse o funcionário.

Na semana passada, a ONU decidiu manter o mesmo nível de alerta, apesar de que a direção da organização multinacional esteve estudando a possibilidade de aumentá-lo para uma categoria superior, o que acabou acontecendo hoje.

"Nossa intenção é voltar em breve à fase dois. Estamos em contato com o Governo do Paquistão para iniciar medidas de segurança", acrescentou.

Antes, os trabalhadores da ONU já estavam submetidos a um forte controle, deviam informar sobre seus movimentos com freqüência e alguns lugares eram vetados. EFE igb/an

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