Nações Unidas, 11 abr (EFE).- O presidente da Assembléia Geral da ONU, Srjgan Kerim, afirmou hoje que a Organização deu um novo passo no tortuoso caminho em direção à reforma e à ampliação do Conselho de Segurança.

Kerim indicou que o Grupo de Trabalho da Assembléia Geral foi reativado para analisar as múltiplas propostas apresentadas nos últimos meses sobre como modernizar e fazer mais representativo o principal órgão das Nações Unidas.

"É muito legítimo e normal que cada país queira dar sua opinião, mas o objetivo final é juntar as iniciativas, achar um denominador comum e encontrar a maneira de realizar a reforma", avaliou o presidente da Assembléia em entrevista coletiva.

O grupo de trabalho é composto pelo presidente da Assembléia Geral e os embaixadores de Bangladesh, Chile, Portugal e Djibuti.

Kerim assinalou que as Nações Unidas precisam refletir a evolução do mundo nos 60 anos transcorridos desde que foi fundada, após a Segunda Guerra Mundial.

O Conselho de Segurança é composto por 15 membros, cinco dos quais são permanentes (França, China, Reino Unido, EUA e Rússia) e contam com poder de veto.

Os outros dez são escolhidos pela Assembléia Geral por um período de dois anos.

As diferentes reformas apresentadas contemplam, entre outras coisas, aumentar até 24 os integrantes do órgão, criar novos membros permanentes ou ampliar a participação de grupos regionais como África, Ásia e América Latina.

Kerim assegurou que tem a intenção de apresentar um relatório à Assembléia Geral com recomendações antes que termine o 62º período de sessões do órgão, em setembro.

A embaixadora adjunta do Reino Unido perante a ONU, Karen Pierce, assegurou em comunicado de imprensa que concorda com a avaliação do presidente da Assembléia Geral que acredita que é preciso progredir no caminho da reforma "em um espírito de cooperação".

"Temos que avançar com rapidez nas discussões sem fim sobre o processo e, de fato, começar um processo", apontou.

Pierce lembrou que o primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, e o presidente francês, Nicolas Sarkozy, reiteraram em sua reunião em Londres, no dia 27 de março, seu apoio a uma ampliação do Conselho.

Os dois países apóiam a proposta de incorporar Alemanha, Brasil, Índia e Japão como membros permanentes do Conselho de Segurança, assim como a representante permanente africano.

O processo de reforma do Conselho de Segurança foi iniciado há 15 anos com a formação do Grupo de Trabalho, que em 2005 esteve perto de conseguir uma fórmula de consenso, mas ao final não obteve êxito.

EFE jju/fb

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