ONU critica dificuldades para reunificar territórios palestinos

Nações Unidas, 20 ago (EFE) - A ONU manifestou hoje preocupação com as dificuldades com as quais se encontram as tentativas de reunificar os territórios palestinos, depois que a recente escalada de violência entre Hamas e Fatah prejudicou os esforços para pôr fim à separação de Gaza e Cisjordânia.

EFE |

O subsecretário-geral da ONU para Assuntos Políticos, Lynn Pascoe, disse em discurso perante o Conselho de Segurança que o ressurgimento da violência entre as facções palestinas ameaça inclusive afetar as operações humanitárias das Nações Unidas em Gaza.

"Estas ações prejudicam gravemente as possibilidades de conseguir a reunificação palestina dentro do marco de legitimidade da Autoridade Nacional Palestina (ANP)", afirmou durante a reunião mensal do Conselho sobre a situação no Oriente Médio.

O novo episódio de violência registrado após a morte de cinco membros do Hamas em Gaza por causa de uma bomba em 25 de julho intensificou a repressão do grupo islâmico contra o Fatah em Gaza, o território palestino que controla desde que, no ano passado, tomou à força a região.

Pascoe afirmou que o Hamas lançou operações contra 200 organizações comunitárias em Gaza que levaram à suspensão de serviços a milhares de pessoas que precisam de ajuda humanitária devido à grave situação econômica da faixa.

Por outro lado, destacou que persiste o "frágil" cessar-fogo entre Israel e Hamas, enquanto o Governo israelense e o presidente da ANP, Mahmoud Abbas, seguem em frente com as negociações iniciadas no ano passado para chegar a um acordo de paz.

Ele afirmou que a decisão do primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, de abandonar em breve o cargo não afetou o processo de paz, nem deteve os contatos indiretos com a Síria.

Ao mesmo tempo, o subsecretário-geral da ONU advertiu de que israelenses e palestinos ainda mantêm distanciadas substanciais em boa parte das matérias da negociação.

"Reitero o apelo do secretário-geral (da ONU, Ban Ki-moon) a que ambas as partes sigam adiante para conseguir um progresso real na superação de suas diferenças para poder alcançar um acordo antes do final de ano", afirmou.

Pascoe afirmou que, apesar de um aumento de 75% no último mês no número de caminhões que entram em Gaza desde Israel, a população da faixa segue sofrendo de uma escassez de todo tipo de produtos, desde materiais escolares a peças mecânicas.

A situação do balanço de pagamentos da ANP segue melhorando, mas ainda enfrenta a possibilidade de cair em um déficit de US$ 400 milhões a partir de outubro se os países doadores não entregarem a assistência financeira prometida. EFE jju/db

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