ONU cria força-tarefa para combater crise dos alimentos

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, anunciou nesta terça-feira o estabelecimento de uma força-tarefa das agências das Nações Unidas para apresentar soluções coordenadas para a crise provocada pelo forte aumento dos preços dos alimentos no mercado internacional. A ONU descreveu o problema como um desafio global de proporções sem precedentes.

BBC Brasil |

Segundo Ban, o mundo enfrenta o risco de fome generalizada, problemas relacionados à má nutrição e distúrbios sociais.

O anúncio de Ban foi feito após uma reunião de dois dias em Berna, na Suíça, com representantes do Programa Mundial de Alimentos da ONU (WFP), do Fundo das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), de outras 20 agências da ONU, além dos presidentes do Banco Mundial, Robert Zoellick, e da Organização Mundial do Comércio (OMC), Pascal Lamy.

A ONU estima que 100 milhões de pessoas já foram atingidas pela recente escalada no preço dos alimentos em todo o mundo.

Impacto

Robert Zoellick, presidente do Banco Mundial alertou os países a evitarem medidas como a suspensão de exportações de alimentos, dizendo que a estocagem dos mesmos pode elevar ainda mais os preços.

Na Ásia, alguns países suspenderam exportações de arroz para garantir o suprimento da demanda interna. No ano passado, o preço do cereal subiu mais de 90%.

O governo filipino deve lançar o "cartão do arroz" para possibilitar que famílias pobres comprem o produto pela metade do preço do mercado.

Na segunda-feira, a Malásia divulgou que vai subsidiar produtores domésticos para garantir que o arroz seja vendido por um preço acessível.

A alta dos preços dos alimentos e dos combustíveis provocou a queda do primeiro-ministro do Haiti, Jacques Edouard Alexis.

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