ONU confirma morte de diplomata brasileiro no Haiti

NAÇÕES UNIDAS (Reuters) - O diplomata brasileiro Luiz Carlos da Costa, vice-chefe da missão de paz da Organização das Nações Unidas no Haiti morreu no terremoto que devastou o país na terça-feira, anunciou o secretário-geral do organismo, Ban Ki-moon. A ONU também confirmou as mortes do chefe da missão no Haiti, o tunisiano Hédi Annabi, e do comissário de polícia da entidade no país, o canadense Doug Coates.

Reuters |

Luiz Carlos da Costa tinha 60 anos e havia ingressado nas Nações Unidas em 1969. Ele ocupou posições em missões de paz no Kosovo e na Libéria, além de diferentes cargos no Departamento de Operações de Paz das Nações Unidas. Costa estava destacado para o Haiti desde 2006, onde exercia a função de representantes especial adjunto.

"Luiz Carlos da Costa dedicou sua vida à causa da paz, aliando sólida experiência diplomática à sensibilidade necessária para lidar com os desafios típicos das situações de conflito", informou o Ministério de Relações Exteriores do Brasil em nota à imprensa.

Annabi foi o primeiro chefe de missão da ONU a morrer em serviço desde a morte do brasileiro Sergio Vieira de Mello no Iraque, em 2003. Mello foi morto junto com outros 14 funcionários da ONU quando um caminhão-bomba explodiu do lado de fora da sede do organismo em Bagdá.

O Brasil confirma oficialmente a morte de 16 brasileiros na tragédia ocorrida no país caribenho, além de Costa, morreram a médica fundadora da Pastoral da Criança, Zilda Arns, e mais 14 militares. Ainda existem mais três militares desaparecidos.

Segundo o ministério, a confirmação da morte dos diplomatas, que estavam desaparecidos desde o terremoto de 7 graus que atingiu o Haiti na terça-feira, foi feita pelo secretário-geral da ONU, que telefonou para a representante do Brasil nas Nações Unidas, a embaixadora Maria Luiza Viotti.

Ban não informou detalhes sobre a como os corpos foram encontrados, mas o organismo havia informado esta semana que Annabi e seus assessores estavam sob escombros do hotel Christopher, sede da ONU em Porto Príncipe, a capital do Haiti.

Ban afirmou que Annabi, Costa e Coates "dedicaram suas vidas à paz em todos os sentidos da palavra".

Autoridades no Haiti calculam em até 200 mil o número de mortos provocado pelo abalo sísmico que destruiu três quartos da capital do país mais pobre das Américas.

(Por Patrick Worship, reportagem adicional de Alberto Alerigi Jr.)

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