ONU confirma morte de 7 soldados de missão conjunta em Darfur

Nações Unidas, 9 jul (EFE) - A ONU confirmou nesta quarta-feira a morte de sete soldados da Missão conjunta das Nações Unidas e da União Africana (UA) em Darfur (Unamid) em uma emboscada na região sudanesa, a qual também deixou 22 feridos. Após confirmar o número de mortos, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, condenou duramente o assassinato dos soldados. O secretário-geral condena nos termos mais duros possíveis este ato de extrema violência contra os capacetes azuis da ONU e da UA em Darfur, disse a porta-voz da organização, Michèle Montas.

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O Conselho de Segurança da ONU condenou, igualmente, a emboscada e ressaltou que "qualquer ataque ou ameaça contra a Unamid é inaceitável", e exigiu que "não se produzam novas agressões" contra a força internacional de paz.

"Este ataque contra a Unamid é o mais grave desde seu desdobramento", disse o presidente de turno do Conselho, o embaixador vietnamita Le Luong Ming.

Os sete militares foram mortos na segunda-feira passada durante o ataque de uma milícia não identificada contra uma patrulha da força de pacificação no norte de Darfur, disse Montas, que também destacou que, dos 22 feridos, sete se encontram em estado grave.

Os atacantes usaram armas pesadas durante a troca de fogo de mais de duas horas com a patrulha composta de soldados e policiais da Unamid, que se deslocava entre as localidades de Gusa Jamat e Wadah, indicou. Ban também expressou condolências às famílias dos falecidos e reiterou a gratidão por seu serviço.

Os responsáveis pelo departamento de Operações de Paz da ONU advertiram repetidamente de que a lentidão no desdobramento dos militares, junto à falta de material como helicópteros ou transportes, impede que a Unamid cumpra sua missão.

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