ONU confirma 10 civis mortos em ataque de forças estrangeiras no Afeganistão

Nova Délhi, 31 dez (EFE).- O chefe da missão da ONU no Afeganistão, Kai Eide, confirmou hoje que dez civis morreram durante um ataque noturno das forças estrangeiras e afegãs no fim de semana passado, mas não precisou as circunstâncias.

EFE |

Segundo as "investigações iniciais" de seu organismo, oito estudantes morreram durante o ataque, mas "muitos detalhes do incidente continuam confusos", disse, em comunicado, divulgado em Cabul.

O número de mortos coincide com a informação de uma delegação nomeada pelo presidente Hamid Karzai para investigar os fatos, mas esta concluiu ontem que as forças estrangeiras "tiraram de três casas dez civis", incluindo oito estudantes, e os mataram a tiros, algo que Eide não confirmou.

O diplomata norueguês se limitou a afirmar que "há provas que indicam que havia insurgentes" no município de Ghazi Khan, situado na província oriental de Kunar, onde ocorreu a ofensiva militar.

O chefe da missão da ONU no Afeganistão mostrou também sua "preocupação" com as operações noturnas feitas pelas tropas internacionais - frequentemente, forças de elite - no Afeganistão, devido aos "resultados letais" na população civil.

Eide alertou sobre "a perigosa confusão que frequentemente surge quando um recinto familiar é invadido" e da "frustração" das autoridades locais quando as operações não se coordenam com elas.

Hoje, o comando da Otan no Afeganistão confirmou que militares estrangeiros e afegãos entraram no município de Ghazi Khan, em Kunar, no domingo de madrugada com o objetivo de localizar um "grupo insurgente responsável de uma série de ataques violentos na zona".

Os soldados estrangeiros foram baleados de diferentes posições em vários edifícios, por isso responderam ao ataque e mataram "nove indivíduos", de acordo com a versão da Força Internacional de Assistência à Segurança (Isaf), sob comando da Organização Tratado do Atlântico Norte (Otan).

"Enquanto isso, não há provas diretas que sustentem estas denúncias, a Isaf pediu e dá as boas-vindas a uma investigação conjunta que alcance uma determinação imparcial e precisa sobre os eventos", afirma o comunicado da Otan. EFE amp/an

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