ONU condena violações de direitos humanos de Mianmar

NAÇÕES UNIDAS (Reuters) - A Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) condenou as amplas violações de direitos humanos em Mianmar em uma resolução adotada nesta quinta-feira. A resolução sobre a antiga Birmânia, aprovada por 86 votos a 23, com 39 abstenções, condena veementemente as contínuas violações sistemáticas de direitos humanos e de liberdades fundamentais do povo de Mianmar.

Reuters |

A decisão também apelou para que as lideranças militares de Mianmar libertassem imediatamente a líder da oposição e vencedora do prêmio Nobel da Paz, Aung San Suu Kyi, em prisão domiciliar, assim como outros 2 mil prisioneiros de consciência.

Em novembro, o embaixador de Mianmar na ONU, Than Swe, rejeitou a resolução não vinculante, então em forma de esboço, chamando-a de "notadamente deficiente" e pouco mais que "uma nova forma de manter a pressão sobre Mianmar junto a outras sanções".

Swe não foi encontrado para comentar a votação desta quinta-feira.

A condenação dos abusos de direitos humanos na Coreia do Norte, em Mianmar e no Irã se tornaram rotina anual na Assembleia da ONU nos últimos anos.

A votação desse ano aconteceu depois que o investigador especial de direitos humanos da ONU para Mianmar, Tomas Ojea Quintana, denunciou à Assembleia Geral que "a situação dos direitos humanos em Mianmar continuava alarmante".

Representantes de outras nações acusadas de terem históricos ruins na questão dos direitos humanos --inclusive China, Rússia, Líbia, Sudão, Síria, Egito e Zimbábue-- dizem que, no geral, votam contra tais resoluções por se oporem à condenação específica de países.

(Reportagem de Basil Katz)

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