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ONU condena ofensiva em Gaza; Israel diz que resolução é unilateral

GENEBRA - O Conselho de Direitos Humanos da ONU aprovou nesta segunda-feira uma resolução que condena Israel por sua ofensiva na Faixa de Gaza, pede o fim imediato das hostilidades e determina o envio de uma missão de investigação independente. Israel rejeitou a resolução, por considerá-la unilateral e por acreditar que ela não conta com o apoio dos Estados democráticos.

Redação com agências internacionais |


A resolução cria uma equipe para "investigar todas as violações das leis internacionais de direitos humanos" que Israel possa estar cometendo contra o povo palestino. Além disso, pede que o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, faça um relatório à Assembleia Geral sobre o ataque a uma escola da ONU na Faixa de Gaza, ocorrido na semana passada.

Dos 47 membros do Conselho, 33 votaram a favor e um contra a resolução que afirma que a ofensiva israelense "resultou em violações dos direitos humanos da população e destruição sistemática da infra-estrutura da Palestina". Treze países se abstiveram de votar. O voto contra foi dado pelo Canadá.

Antes da votação, o embaixador palestino Ibrahim Khraishi disse que seu povo está sendo submetido a um "ato bárbaro de agressão" e fez um apelo para que o Conselho condenasse o que chamou de "lei da selva".

Outro lado

Já o embaixador israelense em Genebra, Aharon Leshno-Yaar, considerou a votação irrelevante, dizendo que a resolução não ia promover nenhum alívio aos palestinos e não refletia a realidade em Gaza. Israel, assim como os EUA, não é membro do Conselho e não pode votar.

Horas depois, um comunicado do Ministério de Exteriores israelense afirmou que a resolução "ignora o terrorismo contra Israel" e "o fato de que civis israelenses estão expostos, há anos, ao disparo de foguetes e projéteis de morteiros" lançados a partir da Faixa de Gaza.

Também ignora, diz Israel, que o movimento islâmico Hamas e os outros grupos armados palestinos são "responsáveis pela situação", e que "usam civis como escudos humanos". O comunicado afirma, ainda, que "o Conselho é controlado por uma maioria de países muçulmanos e não-alinhados".

Os países que se abstiveram de votar foram Japão, Camarões, Suíça, Bosnia-Herzegovina, Coreia do Sul, Ucrânia, Eslováquia, Eslovênia, França, Alemanha, Itália, Inglaterra e Holanda.

Falando em nome da União Europeia, o embaixador da Alemanha em Genebra, Konrad Max Scharinger disse que o Conselho teve a oportunidade de comentar todas violações aos direitos humanos que ocorrem em Gaza e em Israel, mas preferiu discutir apenas os cometidos contra os palestinos.

17º dia de ataques

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