Jerusalém - Um porta-voz da agência da ONU para os refugiados palestinos (UNRWA, na sigla em inglês) condenou hoje o bombardeio israelense que matou duas crianças e deixou 14 feridos em uma escola administrada pelas Nações Unidas no norte da Faixa de Gaza.

O ataque ocorreu na manhã deste sábado, na localidade de Beit Lahia.

Depois das primeiras informações de que seis pessoas haviam morrido no ataque, o porta-voz Francesc Claret disse à Agência Efe por telefone que, até o momento, a UNRWA confirmou apenas a morte de dois irmãos, de 5 e 7 anos.

Segundo fontes médicas, entre os 14 feridos está a mãe das duas crianças, cujo estado de saúde é muito grave.

"O ocorrido está sendo investigando, mas se cogita que quatro bombas de fósforo branco caíram: duas (explodiram) dentro do pátio da escola, uma atingiu uma das paredes do edifício e outra precipitou-se a 20 metros do centro educativo", disse Claret.

O porta-voz acrescentou que, na hora do ataque, havia 1,6 mil pessoas abrigadas na escola, e que, quando o local começou a ser evacuado, "outra bomba atingiu em cheio o terceiro andar da escola".

De acordo com Claret, todos os feridos no ataque estão em estado grave.

"Vamos exigir uma investigação oficial sobre este ataque, que acontece depois das desculpas de quinta-feira, quando nos asseguraram que incidentes como o bombardeio contra a sede central da UNRWA na Cidade de Gaza não voltariam a se repetir", denunciou o funcionário.

A escola atacada hoje foi a 48ª instalação da ONU alvejada pelo Exército israelense nas três semanas da ofensiva de Israel contra a Faixa de Gaza.

Sobre o bombardeio, o Exército israelense disse que está investigando as circunstâncias do ocorrido. EFE db/sc

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