Onu condena ataques aéreos contra refugiados no Iêmen

Genebra, 18 set (EFE).- A alta comissária da Organização das Nações Unidas (ONU) para os Direitos Humanos, Navi Pillay, condenou hoje os ataques da força aérea sobre um campo de refugiados no norte do Iêmen, causando pelo menos 87 mortes.

EFE |

"Este foi o segundo bombardeio em três dias em morreram vítimas civis. É alarmante essa situação em um conflito cujo impacto na população já era preocupante", lamentou a alta comissária.

Na quinta-feira, um bombardeio atingiu a comarca de Al Adi em Harf Sufian, na província de Omrán, onde estão milhares de refugiados iemenitas alojados praticamente no meio dos combates entre o Exército e um grupo rebelde xiita.

"O Governo deve investigar a fundo, identificar as falhas e adotar medidas urgentes para que outra tragédia desse tipo não ocorra", declarou Pillay.

A porta-voz do Alto Comissariado da ONU para os Refugiados (Acnur), Melissa Flemning, também denunciou nesta sexta-feira a situação subumana dos civis vítimas do conflito no Iêmen.

Recentemente, o Acnur conseguiu ter acesso à província de Saada pela Arábia Saudita (cerca de 20 quilômetros para dentro da fronteira), onde se estima que estejam mais de 15 mil refugiados.

"O conflito se estendeu para uma região populosa do Iêmen, onde vivem centenas de famílias e existem colégios e outros prédios públicos, inclusive ao ar livre, à beira da estrada, sob pontes e com pouca comida", disse Fleeming.

A ONU pediu US$ 23,5 milhões à comunidade internacional para socorrer os refugiados, mas até o momento nenhuma doação chegou, revelou a porta-voz, quem enfatizou que seu organismo necessita urgentemente de recursos. EFE mrm/dm

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