ONU começa negociações para futura reforma do CS

Nações Unidas, 4 mar (EFE).- A Assembleia Geral da ONU iniciou hoje as negociações informais para a reforma e ampliação do Conselho de Segurança (CS), com uma primeira reunião na qual foi abordado o polêmico assunto do direito de veto entre alguns de seus membros.

EFE |

Representantes dos 192 países-membros da organização se reuniram nesta quarta-feira a portas fechadas para discutir o primeiro ponto da agenda estipulada em 19 de fevereiro, data na qual tecnicamente começou este processo de reforma.

Nesta primeira reunião, os presentes centraram o debate no delicado assunto do poder de veto e na possibilidade de que os países que consigam se transformar em membros permanentes do principal órgão possam exercê-lo.

"A ampliação do Conselho de Segurança depende do que estamos discutindo hoje", advertiu em seu discurso na reunião o embaixador da Itália na ONU, Giulio Terzi, segundo uma cópia do texto divulgada por sua delegação.

A Itália faz parte do grupo que apoia a ampliação do Conselho com novos membros não-permanentes que procedam de regiões geográficas pouco representadas, particularmente a África.

A ONU tentou em diversas ocasiões - desde 1979 - iniciar negociações para modificar os métodos de trabalho e a composição do CS, que ainda é um reflexo da situação geopolítica que existia no final da Segunda Guerra Mundial.

O Conselho está composto por 15 membros, dos quais cinco (França, China, Reino Unido, Estados Unidos e Rússia) são permanentes e têm poder de veto.

Os outros dez são escolhidos pela Assembleia Geral por um período de dois anos, vagas distribuídas de acordo com grupos regionais confirmados pelo órgão legislativo da ONU.

As diferentes propostas de reforma incluem aumentar para até 24 o número de integrantes do CS, estabelecer novos membros permanentes ou ampliar a participação de grupos regionais como América Latina, África e Ásia.

Os países que tentam conseguir um assento permanente no CS, entre eles o Brasil, defendem o aumento do número de membros fixos como dos que mudam. EFE jju/mh

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