ONU começa a investigar morte de Bhutto em julho

Nações Unidas, 19 jun (EFE).- A comissão das Nações Unidas que investigará o assassinato da ex-primeira-ministra paquistanesa Benazir Bhutto começará a trabalhar em 1º de julho e prolongará as apurações durante seis meses, disse hoje o organismo internacional.

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O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, informou ao Governo do Paquistão e ao presidente do país, Asif Ali Zardari, que a comissão será presidida pelo embaixador do Chile perante a ONU e que estará composta pelo advogado indonésio Marzuki Darusman, e pelo diplomata irlandês Peter Fitzgerald.

Em 4 de fevereiro, Ban anunciou em Islamabad a criação desta comissão, a qual o Governo paquistanês havia solicitado oficialmente em meados de 2008 e meses depois da morte de Bhutto, que já foi investigada por uma equipe da Scotland Yard.

Essa equipe afirmou que o líder do Partido Popular do Paquistão (PPP) morreu ao bater a cabeça devido à onda expansiva da explosão provocada por um suicida que detonou a carga que levava após um comício de Bhutto em Rawalpindi, perto da capital paquistanesa.

"Segundo o estipulado, o mandato da comissão consiste em investigar os fatos e as circunstâncias do assassinato da ex-primeira-ministra", disse a porta-voz de Ban, Michele Montantes, que ressaltou que "a obrigação de determinar a responsabilidade criminal dos autores é das autoridades paquistanesas".

Ela explicou que a comissão entregará um relatório ao secretário-geral da ONU assim que a investigação de seis meses tiver terminado.

Ban "compartilhará o conteúdo do relatório com o Governo do Paquistão e o submeterá ao Conselho de Segurança", acrescentou a mesma fonte.

A porta-voz afirmou que Ban disse que "o aniversário do nascimento da ex-primeira-ministra é 21 de junho e é uma recordação da trágica perda sofrida por sua família e pelo povo paquistanês".

"A ONU está comprometida em ajudar o Paquistão a determinar os fatos e as circunstâncias de sua morte", acrescentou Montas. EFE emm/db

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