ONU começa a evacuar seu pessoal de Darfur

As Nações Unidas começaram nesta terça-feira a evacuar seu pessoal não essencial de Darfur depois que islamitas se manifestaram em Cartum em apoio ao presidente Omar al-Bashir, acusado na véspera pela Corte Penal Internacional de crimes guerra e genocídio.

AFP |

"O processo de retirada está em curso", afirmou um funcionário que não quis ser identificado.

A força conjunta ONU-União Africana em Darfur (Minuad) anunciou que vai transferir para Etiópia ou Uganda seu pessoal não essencial, apesar das autoridades sudanesas assegurarem que farão de tudo para proteger os soldados e funcionários humanitários.

Paralelo a isso, um grupo de estudantes islamitas protestaram na Universidade de Cartum aos gritos de "Somos o exército de Maomé e protegeremos nosso presidente com nosso sangue".

Na véspera, o promotor da Corte Penal Internacional (CPI) Luis Moreno Ocampo, pediu nesta segunda-feira aos juízes da CPI que acusem o presidente sudanês Omar El Bechir por crimes de guerra, crimes contra a humanidade e genocídio em Darfur (oeste do Sudão), segundo um comunicado.

Segundo a promotoria, Beshir usou a maquinaria estatal, incluindo o exército, para cometer o genocídio.

O Sudão reagiu imediatamente, rejeitando o pedido de indiciamento contra Omar el-Beshir por genocídio.

axr/cn

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