ONU busca participação de países em cúpula para debater crise

Nações Unidas, 14 abr (EFE).- O presidente da Assembleia Geral da ONU, Miguel DEscoto, disse hoje que quer que a maior parte dos chefes de Estado e do Governo de todos os países, incluindo o líder americano, Barack Obama, participem da cúpula que convocou para discutir os efeitos da crise econômica.

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"Acho que será uma das reuniões mais importantes realizadas pela Assembleia", disse o ex-chanceler nicaraguense em entrevista coletiva, na qual explicou que visitará vários países para persuadir os chefes de Estado ou de Governo a participarem do evento, que será realizado entre 1º e 3 de junho.

Na semana passada, os 192 países-membros da Assembleia aprovaram por consenso a realização de uma conferência de três dias na qual esperam que haja uma participação ao mais alto nível, tanto de analistas e responsáveis de agências das Nações Unidas.

D'Escoto ressaltou que, ao longo da semana, seu convite chegará a todas as capitais, e destacou que "ficou claro" que a Assembleia é o organismo "legítimo" e mais apropriado para debater o impacto e as medidas a serem adotadas como resultado da crise.

O presidente da Assembleia Geral da ONU lembrou que, embora já tenha sido realizada a cúpula do Grupo dos Vinte (G20, que reúne os países mais ricos e principais emergentes) em Londres, há outras 170 nações que desejam participar do processo de soluções à crise.

"Agora temos a oportunidade e a responsabilidade de buscar soluções que levem em conta o interesse de todos os países, sejam grandes ou pequenos, ricos ou pobres", disse.

D'Escoto reiterou as críticas aos países ocidentais, os quais acusou de serem os responsáveis da crise financeira global, mas não quis apontar culpados, referindo-se a eles apenas como "os do primeiro mundo".

Sobre Obama, o ex-chanceler nicaraguense disse que parecia um "líder moral e espiritual" e também "aberto ao diálogo", e afirmou que "não vai resolver imediatamente todos os problemas que houver".

EFE emm/db

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