ONU aposta na mediação para evitar novos conflitos armados

Nações Unidas, 21 abr (EFE).- A ONU aposta em aumentar sua capacidade de mediação para intervir com rapidez no momento em que surjam crise políticas e, assim, evitar que se tornem conflitos armados, assegurou hoje o principal responsável político do organismo.

EFE |

O subsecretário-geral das Nações Unidas para Assuntos Políticos, Lynn Pascoe, afirmou que a Carta das Nações Unidas identifica claramente a mediação como um dos principais campos de atuação da organização.

"A mediação deve ser feita com o máximo nível de profissionalismo, transparência e preparação, a fim de promover a paz e a segurança", apontou o diplomata americano em discurso perante o Conselho de Segurança das Nações Unidas.

O principal órgão da ONU analisou hoje, em reunião aberta, o papel da mediação como um instrumento para a resolução de impasses.

Em discurso, Pascoe lembrou que o departamento de assuntos políticos da ONU aumentou no último ano sua capacidade de enviar com rapidez mediadores e assessores diplomáticos a todo o planeta.

"Essas ações fazem parte de um esforço deliberado para reorganizar o departamento de assuntos políticos, com a meta de transformá-lo em um instrumento mais ativo que possa se antecipar aos conflitos para evitar que piorem", apontou.

Segundo ele, nos últimos anos, foram reforçadas as divisões regionais do departamento e criada a unidade de apoio a mediações, com a qual trabalha uma equipe com capacidade de ser enviada com rapidez para qualquer lugar do mundo e se unir a qualquer processo de paz.

Essa maior ênfase na ação diplomática permitiu que a ONU proporcionasse no ano passado apoio em mais de 20 negociações, como as de Somália, Nepal, Chipre e Iraque.

O subsecretário-geral lembrou a importância de contar com o orçamento financeiro necessário e destacou que as doações realizadas até o momento permitiram enviar mediadores a crise como as de Madagáscar, Zimbábue e República Democrática do Congo (RDC). EFE jju/rr

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