ONU apela por ajuda humanitária recorde de US$ 7 bilhões

Por Laura MacInnis GENEBRA, Suíça (Reuters) - A Organização das Nações Unidas (ONU) pediu na quarta-feira a doação recorde de 7 bilhões de dólares para ajudar 30 milhões de moradores da África e do Oriente Médio em 2009, ressaltando que os governos deveriam contribuir mesmo diante da crise financeira mundial.

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A cifra é a mais alta da história da ONU, quase o dobro do montante requisitado inicialmente no ano passado para ajudar as vítimas de conflitos e desastres naturais. E surge em meio à mais grave crise financeira enfrentada desde os anos 30.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, disse que o turbulento mundo da economia não poderia deixar em segundo plano as carências urgentes enfrentadas pelos que moram em países como a República Democrática do Congo.

"A crise financeira mundial trouxe preocupações inevitáveis sobre a possibilidade de uma queda no financiamento da ajuda humanitária em 2009. Eu conclamo os países membros e os doadores particulares a não permitirem que isso ocorra", escreveu Ban em um texto que serve de introdução para o documento de requisição de fundos.

"Eu peço que 7 bilhões de dólares sejam fornecidos sem demora e como prioridade máxima", disse ele.

Os países africanos receberiam a maior parte da ajuda, que cobriria 31 países.

A ONU quer conseguir 2,2 bilhões de dólares para o Sudão, 919 milhões para a Somália, 831 milhões para a República Democrática do Congo, 550 milhões para o Zimbábue e somas menores para Quênia, Chade, Uganda, República Centro-Africana e Costa do Marfim.

O apelo inclui ainda um pedido de 547 milhões de dólares para programas adotados no Iraque e em seu entorno, além de 462 milhões para os territórios palestinos ocupados.

Ao longo da última década, mesmo em tempos de crescimento econômico vigoroso, os governos proveram entre 48 e 67 por cento do montante requisitado pela ONU para operações humanitárias.

John Holmes, coordenador da área de ajuda emergencial da ONU, conclamou os governos na quarta-feira a evitarem relegar a ajuda humanitária a um segundo plano em 2009 como resultado da retração do crédito.

"Os 7 bilhões de dólares requisitados equivalem a apenas alguns centavos de dólar para cada 100 dólares da renda dos países ricos", disse Holmes em comunicado divulgado em Genebra.

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