O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou por unanimidade na sexta-feira novas sanções contra a Coreia do Norte em razão do teste nuclear executado em 25 de maio. A China, aliada do país, disse que a medida mostrou uma oposição firme às ambições atômicas de Pyongyang.

A resolução proíbe toda e qualquer exportação de armas pela Coreia do Norte e a maioria das importações de armas pelo país comunista. Ela autoriza os Estados membros da ONU a inspecionarem as cargas norte-coreanas transportadas por mar, ar e terra, exigindo que eles apreendam e destruam os bens transportados em violação às sanções.

Tanto China como Rússia, que no passado relutaram em apoiar medidas punitivas contra a Coreia do Norte, apoiaram a resolução proposta pelos Estados Unidos, que agora é obrigatória sob a lei internacional.

O embaixador da China na ONU, Zhang Yesui, disse que a resolução mostrava a "oposição firme" da comunidade internacional às ambições nucleares da Coreia do Norte, mas ele exortou os países a serem cautelosos ao inspecionar uma carga norte-coreana.

"Sob nenhuma circunstância deve haver o uso ou a ameaça do uso da força", disse Zhang, acrescentando que as inspeções deverão ser feitas de acordo com a lei doméstica e internacional.

Diplomatas do conselho afirmaram, sob a condição de anonimato, que não estava claro se a China - que é o país mais próximo a um aliado da Coreia do Norte - estava preparada para implementar ativamente a nova resolução com as sanções.

Pequim ignorou uma rodada anterior de sanções contra Pyongyang, aprovada após o primeiro teste nuclear da Coreia do Norte em outubro de 2006.

A enviada dos EUA, Rosemary DiCarlo, disse ao Conselho de Segurança que a resolução criava "sanções marcadamente mais fortes" contra Pyongyang para persuadir o país a abandoar suas ambições relativas a armas atômicas.

"A Coreia do Norte escolheu a via da provocação", disse ela. "Essa resolução nos dá instrumentos novos para impedir a capacidade da Coreia do Norte de proliferar e ameaçar a estabilidade internacional."

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