ONU amplia por quatro meses mandato de missão na Abkházia

Nações Unidas, 9 out (EFE) - O Conselho de Segurança da ONU ampliou hoje por quatro meses o mandato da missão de observadores desse organismo na região separatista da Abkházia, sem mencionar na resolução que o território onde se desdobra pertence à Geórgia.

EFE |

A resolução redigida pelos Estados Unidos recebeu o respaldo unânime dos 15 membros do principal órgão, após superar várias diferenças sobre seu conteúdo.

O texto, que significa uma extensão "técnica" do mandato da missão até 15 de fevereiro, não menciona o nome oficial do contingente, que é o de Missão de Observadores da ONU na Geórgia (Unomig, em inglês).

O embaixador russo perante a ONU, Vitaly Churkin, destacou que a ausência de referências à Geórgia reflete a realidade de que a Abkházia já não faz parte desse país.

"Antes, era uma missão na Geórgia, já não é", disse o diplomata russo na saída da reunião em referência à independência declarada pelas autoridades abkhazias e reconhecida por Moscou.

A Abkházia e Ossétia do Sul, a outra região separatista georgiana, se declararam independentes após o conflito que opôs Rússia e Geórgia pelo controle dos dois territórios.

Churkin afirmou que esta extensão servirá para manter em vigor o mandato da missão da ONU até que as negociações internacionais sobre a Geórgia resultem em uma nova estrutura de segurança na região.

"A responsabilidade diplomática agora é repassada a Genebra", onde, em 15 de outubro, será realizada uma conferência internacional de alto nível sobre o conflito na Geórgia, disse.

O diplomata russo reiterou a recusa do país com a decisão do departamento de Estado americano de não conceder vistos aos representantes do Governo abhkazios para que participem da reunião de hoje do Conselho.

Já o embaixador americano, Zalmay Khalilzad, destacou que a ausência da menção à Geórgia se deve a que o que a Rússia queria realmente era que a missão trocasse de nome, ao que o país se opôs.

"O que foi possível é uma simples e clara extensão técnica do mandato, e isso é o que queríamos", apontou.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu na semana passada em um relatório ao Conselho a ampliação de quatro meses devido ao futuro incerto da missão. EFE jju/db

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