ONU aleta para elevado número de vítimas civis em conflito somali

Pelo menos 80 civis morreram e mais de 8 mil tiveram que abandonar suas casas em Mogadíscio nas duas primeiras semanas de fevereiro, denunciou nesta terça-feira o coordenador de ajuda humanitária da ONU na Somália, Mark Bowden.

EFE |

"Estou alarmado pelo elevado número de vítimas dos últimos confrontos, e são os civis os que mais sofrem com o conflito e a insegurança no país", destacou Bowden em uma nota.

O conflito entre a milícia islâmica do Al-Shabab e as tropas do governo de transição se intensificaram nos últimos dias na capital somali, onde ontem pelo menos cinco pessoas morreram e hoje dez ficaram feridas em um atentado suicida contra o vice-ministro da Defesa, Yousef Siyad.

Segundo o representante da ONU, "o alto número de vítimas civis e de deslocados em Mogadíscio sugere o uso de força indiscriminada e desproporcional por todas as partes do conflito". Com base nisso, ele pediu "respeito à lei humanitária internacional" para que "os riscos à população" sejam minimizados.

A ONU estima que cerca de 8.300 pessoas de Mogadíscio tiveram que deixar suas casas desde 1º de fevereiro. Delas, aproximadamente 2.400 se instalaram em outras áreas da cidade, ao passo que o restante seguiu para um assentamento improvisado a 30 quilômetros da capital, onde já vivem 366 mil pessoas.

Segundo o comunicado das Nações Unidas, o pior confronto entre as forças do governo somali e os milicianos do Al-Shabab foi registrado em 10 de fevereiro, quando 24 pessoas morreram e cerca de 160 tiveram que ser hospitalizadas.

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