Segundo secretário para assuntos políticos Oscar Taranco, consequências caso negociações não sejam retomadas são imprevisíveis

São imprevisíveis as conseqüências caso não sejam retomadas as negociações diretas entre Israel e a Autoridade Nacional Palestina.

O presidente palestino, Mahmoud Abbas, declarou a um jornalista israelense que se opõe ao uso da força e não favorece a hipótese de uma terceira Intifada, como são chamadas rebeliões palestinas. Mas o ambiente no meio palestino é de tensão.

Oscar Fernandez Taranco, secretário das Nações Unidas para as questões políticas, declarou ao Conselho de Segurança que “a decisão israelense de autorizar a construção de mais de duas centenas de habitações nos territórios ocupados é uma violação da lei internacional”.

Suspensão

Ao pedir total suspensão das construções na Cisjordânia, ele acrescentou também que resta “uma fresta crucial para a superação do atual impasse, a suspensão de negociações”, e que se a “porta da paz for fechada, será muito difícil reabri-la”.

Segundo Taranco, o Quarteto para o Oriente Médio – grupo formado por Estados Unidos, Rússia, União Europeia e Nações Unidas - está empenhado em intensa atividade diplomática tentando criar condições para a retomada das negociações. O objetivo é discutir ideias que possam levar a propostas como meio de quebrar o impasse. Para ele, “não existe alternativa para a solução que viabilize a implantação do Estado palestino independente e convivendo em paz e segurança ao lado do Estado de Israel”.

Paralelamente às declarações de Tarranco, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que o Hamas tem mísseis antiaéreos que representam ameaça ao tráfego aéreo israelense. Ele não comentou, no entanto, as preocupações manifestadas pelo secretário das Nações Unidas.

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