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ONU alerta para risco de anarquia no Timor-Leste

Sydney (Austrália), 23 dez (EFE).- A situação de anarquia em que se encontra o Timor-Leste poderia desembocar na reedição dos distúrbios que dividiram o país em dois e deixaram 30 mortos e milhares de deslocados em 2006, segundo um relatório confidencial da ONU publicado hoje por um jornal australiano.

EFE |

No estudo, as Nações Unidas pedem que as forças de paz internacionais continuem no país, apesar da pressão do Governo, para evitar o caos na nação, que sofre com uma Polícia "disfuncional", um poder político dividido, problemas sociais "funestos" e uma economia em "queda livre", segundo o jornal "The Australian".

"Quanto às instituições de segurança, não há decisões fáceis. Os doadores deveriam se preparar para fornecer nova assistência enquanto pressionam o Executivo para que cumpra suas obrigações", diz o texto do relatório, datado de 1º de dezembro e que tem como objeto avaliar a conveniência da continuidade das tropas de paz no país.

"Continuam existindo grandes ausências no país, incluindo uma fraca liderança, falta de capacitação, de logística e de manutenção", acrescenta o relatório, "muito crítico" à situação do Timor-Leste, nove anos depois do fim da ocupação indonésia e seis depois da independência.

Mais de 2.500 corpos de segurança estrangeiros continuam no país, a maioria procedente de Austrália, Nova Zelândia e Portugal, a antiga metrópole.

O Timor-Leste conseguiu sua independência em 20 de maio de 2002, e nasceu como uma das nações mais pobres do mundo, após 24 anos de ocupação indonésia e uma violenta transição que deixou o país em ruínas em 1999.

A ONU se encarregou de reconstruir o território e prepará-lo para a independência. EFE mg/mh

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