ONU alega que ataques no sul da Somália impedem ajuda humanitária

Johanesburgo, 5 jan (EFE).- O Programa Mundial de Alimentos (PMA) das Nações Unidas denunciou hoje as crescentes ameaças e ataques em suas atividades humanitárias na Somália, assim como exigências inaceitáveis de grupos armados que estão impedindo os trabalhos com 1 milhão de pessoas necessitadas no sul do país.

EFE |

"As atividades humanitárias do PMA no sul da Somália foram alvo de uma escalada de ataques por grupos armados que forçaram a suspensão parcial da distribuição de alimentos em grande parte" da região afirmou a entidade, em comunicado.

"O PMA está profundamente preocupado com o aumento da fome e o sofrimento dos mais vulneráveis por causa destes ataques desumanos e sem precedentes sobre atividades puramente humanitárias", acrescentou.

Os trabalhos humanitários continuam no resto do país, inclusive na capital, Mogadíscio, o que permite ao PMA trabalhar com dois terços do 1,8 milhão de pessoas que foram alvo dos ataques e ameaças.

A interrupção do fluxo de ajuda alimentícia está obrigando a população mais necessitada a ir para áreas onde o PMA seja capaz de atendê-la.

O PMA lembra, em seu comunicado, que trabalha em conjunto com a população somali há mais de 40 anos e que, inclusive em seus melhores tempos, a produção interna da Somália não era capaz de abastecer mais de 40% da população do país.

"A segurança é um assunto-chave para o PMA e os recentes ataques, ameaças, assédios e exigências de pagamentos por parte de grupos armados dizimaram a capacidade de salvação humanitária, impossibilitando virtualmente de chegar a mais de 1 milhão de mulheres e crianças, e outras partes da população altamente vulneráveis", concluiu a nota. EFE rmb/sa-an

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