ONU afirma que talibãs se aproximam de Cabul

Nações Unidas, 14 out (EFE) - A ONU advertiu hoje de que a insurgência talibã se estendeu além de suas fortificações no sul e no leste do Afeganistão e chegou às províncias próximas a Cabul em meio a uma intensificação da violência.

EFE |

O enviado especial da ONU para o Afeganistão, o norueguês Kai Eide, afirmou em discurso perante o Conselho de Segurança da ONU que "em julho e agosto houve o maior número de incidentes de segurança desde 2002" nesse país.

Ele ressaltou que a influência dos insurgentes se estendeu a regiões próximas a Cabul e que foi registrado um aumento de ataques a civis, entre eles voluntários humanitários e projetos de desenvolvimento.

A violência aumentou 40% entre julho e agosto em comparação com os mesmos meses de 2007, acrescentou.

Nesse sentido, advertiu ao fim da reunião de que espera-se que os talibãs se mantenham ativos durante os meses de inverno (hemisfério norte).

No entanto, Eide pediu em seu comparecimento perante o Conselho de Segurança que não se caia no "pessimismo de algumas das declarações" ouvidas recentemente.

O responsável da ONU afirmou que a colaboração entre Afeganistão e o Paquistão melhorou nos últimos meses para combater os rebeldes que utilizam o território paquistanês para fazer ataques contra o Governo de Cabul e as tropas internacionais que o apóiam.

"A comunidade internacional tem que estimular esta relação", apontou.

Eide também qualificou de positivos o fortalecimento do Ministério do Interior e as mudanças efetuadas no de Agricultura para ajudar um setor, que, segundo ele, foi "ignorado por tempo demais".

A isso se soma "a certa melhora" na luta contra o narcotráfico revelada pelas recentes estatísticas, nas quais se indica que a produção de ópio se limita agora ao sul do país.

Os Estados Unidos aproveitaram para destacar que lamentavam a morte de civis nas operações realizadas pelas tropas americanas e pelas forças da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

"Quero assegurar aos membros do Conselho que faremos de tudo o que estiver a nosso alcance para nos garantir que sejam tomadas todas as precauções para evitar a morte de civis", afirmou o embaixador americano perante a ONU, Zalmay Khalilzad. EFE jju/db

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