Rio de Janeiro, 30 mar (EFE).- O Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher (Unifem) afirmou hoje que a igualdade entre homens e mulheres nos Parlamentos nacionais pode demorar ainda 40 anos, se o atual ritmo de desenvolvimento continuar.

"A presença de mulheres nos Parlamentos, desde 1995 até agora, aumentou, mas achamos que os números são muito baixos", disse a diretora-executiva da Unifem, Inés Alberdi, à Agência Efe após apresentar, no Rio de Janeiro, o relatório "Progresso das Mulheres no Mundo".

A diretora da Unifem expressou confiança em que o relatório possa estimular os Governos e organismos internacionais a "se sentirem responsáveis da mudança".

Neste sentido, destacou que, desde a apresentação oficial do relatório, em Nova York, em abril do ano passado, até hoje, os postos de responsabilidade ocupados por mulheres nas Nações Unidas passaram "de 26% para 40%".

Para favorecer esta situação, defendeu a adoção de "medidas positivas de fomento da presença das mulheres", como políticas de cotas.

Para Alberdi, estas medidas "contrabalançam os preconceitos e os obstáculos do passado e uma mentalidade que não vê as mulheres".

Ela afirmou que as cotas "sempre existiram", e destacou que, a "novidade", é que agora sejam aplicadas às mulheres.

Por último, manifestou seu temor de que a crise internacional afete as políticas de igualdade e de apoio à mulher, "sobretudo" nos países com economias mais fracas e "que dependem da ajuda internacional para seus programas de saúde ou de educação".

Alberdi ressaltou que, atualmente, a ajuda internacional é "mais importante que nunca", porque a crise pode ser "muito mais potente" nas economias mais vulneráveis.

Neste sentido, ressaltou que "a solidariedade internacional funciona", e pediu aos Governos "para pensar em opções abertas, generosas, homogêneas e solidárias", porque são mais necessárias hoje do que nunca. EFE edv/db

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