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ONU afirma que homofobia é cúmplice da aids na América Latina

Guatemala, 17 mai (EFE) - A ONU afirmou hoje que a homofobia continua sendo o cúmplice da aids na América Latina, onde 2,5 milhões de pessoas sofrem da doença.

EFE |

A homofobia é uma "aversão, ódio, medo, preconceito ou discriminação contra homens ou mulheres homossexuais, bissexuais, transgêneros, travestis, lésbicas e transexuais", indica em comunicado o diretor regional do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (Unaids) para a América Latina, César Núñez.

Para encarar o problema, segundo Alberto Stella, coordenador da Unaids para Honduras, Costa Rica e Nicarágua, "é necessário um processo educativo que determine mudanças sócio-culturais para a construção de uma sociedade livre de estigma e discriminação à diversidade de gênero e/ou de orientação sexual".

Da mesma maneira, o coordenador da Unaids para o cone sul, Rubén Mayorga, afirma que "a homo, lesbo e transfobia são parte dos maiores obstáculos às atividades de prevenção e a abordagem dos fatores estruturais e que impulsionam a epidemia (da aids) e estão associados à violência de gênero".

"Sem a abordagem da homofobia não é possível ter um enfoque de direitos humanos nem de desenvolvimento humano sobre a epidemia, já que cerca de dois terços dos casos de aids na região latino-americana são de homens que fazem sexo com homens", destacou.

Mayorga afirmou que devem ser planejadas estratégias para prevenir a infecção pelo HIV desta população, assim como reduzir seu efeito.

As declarações, divulgadas na Guatemala, ocorrem no marco da comemoração hoje do Dia Mundial de Luta contra a Homofobia. EFE oro/db

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