ONU afirma que acordo entre Síria e Líbano estabilizará região

Nações Unidas, 15 out (EFE).- O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, afirmou hoje que o acordo entre Síria e Líbano para estabelecer plenas relações diplomáticas pela primeira vez ajudará a dar estabilidade aos dois países e reforçar a soberania libanesa.

EFE |

A porta-voz da Organização das Nações Unidas (ONU), Michèle Montas, assinalou que Ban celebra "o passo histórico adotado pela Síria e o Líbano", que foi assinado hoje em Damasco pelos ministros de Relações Exteriores da Síria, Walid al Moualem, e do Líbano, Fawzi Salloukh, que está em visita oficial na Síria.

"Este esforço conjunto entre as duas nações reforça a soberania, a estabilidade e a independência política do Estado libanês em sintonia com os acordos de Taif (que puseram fim em 1989 à guerra civil libanesa) e às resoluções do Conselho de Segurança", apontou.

Ban considera que "este marco" encorajará a Síria e o Líbano a empreender um diálogo construtivo mais profundo que fornecerá "benefícios mútuos aos dois países e ajudará a assegurar a estabilidade e o progresso das relações bilaterais", indicou.

Montás ressaltou a disposição do secretário-geral de ajudar os dois países a alcançar essas metas.

Em entrevista coletiva conjunta com Salloukh, Moualem antecipou que a abertura de embaixadas se produzirá antes do final de ano e negou que o estabelecimento de relações com o Líbano seja resultado das pressões ocidentais.

O Governo sírio já tinha antecipado na terça-feira o estabelecimento de relações diplomáticas com o Líbano pela primeira vez desde a independência dos dois países, através de um decreto divulgado pela agência de notícias síria "Sana".

Em 13 de agosto passado os dois países anunciaram um acordo para estabelecer relações diplomáticas plenas, por ocasião da visita a Damasco do presidente Michel Suleiman, a primeira de um líder libanês desde 2005.

Esse anúncio pôs fim a meses de tensões entre os Estados, devido à reservas de Damasco a normalizar as relações com seu vizinho após a evacuação de suas tropas em 2005, após quase três décadas de presença. EFE jju/jp

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