ONU afirma que 3 mil latino-americanos estão combatendo no Iraque

Bogotá, 6 jan (EFE).- Cerca de tres mil latino-americanos contratados por companhias privadas americanas combatem no Iraque desde a invasão militar do país por uma coalizão liderada pelos Estados Unidos em 2003, advertiu o Grupo de Trabalho das Nações Unidas sobre o uso de mercenários.

EFE |

Cerca de 1.200 deles são peruanos e outros 500 colombianos, explicou a especialista Amada Benavides de Pérez, da equipe de relatores desse Grupo de Trabalho, em entrevista publicada hoje pelo jornal "El Tiempo", de Bogotá.

A colombiana observou que, no caso dos peruanos, as contratações foram realizadas por diferentes companhias com sede nos Estados Unidos através de filiais no Peru para que combatessem em Bagdá e em Basra.

Entre as firmas contratistas estão Triple Canopy, Gun Supply SAC, MVM Inc., Defion Internacional e 3D Global Solutions, afirmou a jurista.

De acordo com dados não oficiais, "500" colombianos "trabalham para os Estados Unidos no Iraque", acrescentou o especialista, que prepara com os colegas do Grupo de Trabalho os princípios de uma proposta de convenção internacional de controle no emprego de mercenários.

O diplomata disse que os países latino-americanos entregaram a empresas privadas mais de 60% da segurança cidadã. EFE jgh/db

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