ONU afirma que 1.445 civis afegãos morreram nos primeiros 8 meses de 2008

Genebra, 16 set (EFE).- A ONU informou hoje que 1.

EFE |

445 civis afegãos morreram nos primeiros oito meses de 2008, o que representa um aumento de 39% frente a 2007.

A Alta comissária da ONU para os Direitos Humanos, Navanethem Pillay, expressou sua preocupação e pediu responsabilidade com este número, que inclui civis mortos tanto pelos ataques dos rebeldes talibãs quanto pelas forças pró-governamentais afegãs e pelos bombardeios da força internacional.

O número de mortos pelos talibãs e outros grupos contrários ao Governo de Cabul quase dobrou em comparação aos primeiros oito meses de 2007. São atribuídas 880 mortes a estes grupos, 55% de todos os civis assassinados neste período.

As forças pró-governamentais foram responsáveis por 577 mortes de civis e outros 395 morreram em virtude de bombardeios aéreos destas forças e das internacionais, segundo números da Missão de Assistência da ONU no Afeganistão (Unama).

Agosto foi um mês especialmente violento, com 330 civis mortos, dos quais 92 foram executados pelas forças afegãs e internacionais em Shindand, oeste do país.

"Este é o maior número de mortes de civis ocorridas em apenas um mês desde o final das grandes hostilidades e da derrocada do regime dos talibãs no final de 2001", declarou Pillay em comunicado.

Entre os casos de maior destaque está o bombardeio a uma festa nupcial na província de Nangahar - no último dia 6 de julho e que causou a morte de 47 civis - dentre eles 30 crianças -, assim como o bombardeio em Shindand, em 22 de agosto e no qual se acredita terem morrido até 62 crianças dentre as centenas de vítimas.

"Há uma necessidade urgente de se dar uma melhor coordenação entre as forças militares afegãs e internacionais para impulsionar a proteção dos civis e a segurança das comunidades afetadas pelo conflito", declarou Pillay. EFE vh/fh/fal

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