ONU adverte sobre riscos de desastres naturais

GENEBRA - Muitos países ignoraram durante anos os grandes riscos provenientes dos desastres naturais e agora precisam tomar medidas urgentes para proteger as pessoas de tragédias, disse uma autoridade da Organização das Nações Unidas (ONU) nesta quinta-feira.

Reuters |

A sueca Margareta Wahlstrom, secretária-geral assistente da ONU para redução do risco de desastres, disse que os governos deveriam estimular "um comportamento mais criterioso" entre as milhões de pessoas que moram em áreas vulneráveis a terremotos, furacões, enchentes e incêndios.

"Gostaríamos de ver muito mais engajamento, e precisamos nos comunicar melhor", disse ela a repórteres em Genebra, onde a ONU gerencia boa parte da assistência e do trabalho de respostas a emergências.

O tsunami de dezembro de 2004, que matou cerca de 230 mil pessoas no Sri Lanka, na Índia, na Tailândia e nas Maldivas, serviu como chamado de alerta para a comunidade de assistência humanitária sobre a necessidade de se preparar para os piores impactos dos desastres naturais.

Apesar dos apelos contínuos das agências da ONU e de seus parceiros, Wahlstrom afirmou que há muitas áreas vulneráveis ao redor do planeta, do centro de Nova York à zona rural de Bangladesh.

Wahlstrom disse que os riscos ambientais e ecológicos agora se acumulam de forma similar aos riscos financeiros, econômicos e políticos que estiveram nas manchetes dos jornais do mundo todo no ano passado.

Três quartos da população mundial vivem em áreas que registraram ao menos um terremoto, ciclone tropical, enchente ou seca desde 1980, de acordo com o Programa de Desenvolvimento da ONU.

A Estratégia Internacional para Redução de Desastres (ISDR, na sigla em inglês), uma agência da ONU com sede em Genebra, estima que os desastres naturais custaram 181 bilhões de dólares para a economia global no ano passado. A maior parte dos danos - perto de 110 bilhões de dólares - ocorreu na China.


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