ONU adverte de aumento da tensão na fronteira entre Chade e Sudão

Nações Unidas, 24 abr (EFE).- A ONU advertiu hoje de que houve um aumento da tensão dos dois lados da fronteira entre Chade e Sudão, que se acusam mutuamente de patrocinar as forças rebeldes que atuam na região.

EFE |

O secretário-geral adjunto para Operações de Paz da ONU, o guatemalteco Edmond Mulet, afirmou em discurso no Conselho de Segurança (CS) das Nações Unidas que a atividade armada dos dois lados da fronteira se intensificou.

O representante das Nações Unidas destacou que os grupos rebeldes chadianos continuam consolidando as bases na região de Darfur, no Sudão, a partir das quais lançaram, no ano passado, uma ofensiva que se aproximou bastante da capital chadiana, N'djamena.

Por outro lado, as Forças Armadas do Chade reforçaram as posições ao longo da fronteira, e, por isso, há "um ambiente de tensão".

"Nesse contexto, as relações entre Sudão e Chade seguem sendo difíceis", ressaltou o responsável da ONU.

Mulet pediu aos 15 membros do Conselho de Segurança que usem a influência que têm sobre os Governos de N'djamena e Cartum para que seja relançado o processo negociador entre os dois países, iniciado pelos acordos de Dacar de 13 de março de 2008.

Ele também pediu que incluam nas gestões diplomáticas um esforço para liberar as negociações entre o Governo e a oposição chadiana, que permanecem estagnadas por causa de divergências sobre o conteúdo de uma nova lei eleitoral.

O secretário-geral adjunto ressaltou que, na falta de um acordo político, a situação humanitária na região segue "particularmente difícil".

Cerca de 250 mil refugiados sudaneses, 160 mil deslocados internos e 700 mil habitantes locais do leste do Chade dependem de ajuda externa para sobreviver. EFE jju/db

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG