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ONU admite crescente frustração com situação na Faixa de Gaza

As agências humanitárias da ONU e o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) expressaram nesta terça-feira sua crescente frustração por não poder socorrer a população da Faixa de Gaza apropriadamente.

AFP |

A situação é "cada vez mais frustrante para nós, aqui em Gaza", afirmou o diretor de operações em Gaza da Agência das Nações Unidas para os Refugiados Palestinos (UNRWA), John Ging, que deplorou a pouco importância dada aos apelos sobre "as conseqüências terríveis deste conflito" sobre a população civil.

Ging afirmou que a "chave do problema" está em parar os combates. "Detenham os combates para que possamos atender a uma população presa, isolada", pediu o diretor da UNRWA.

"Que se negocie um cessar-fogo formal ou informal, pouco importa", acrescentou.

Segundo o último balanço fornecido pelo chefe dos serviços de emergência de Gaza, Muawiya Hassanein, pelo menos 935 palestinos já morreram desde o início da ofensiva israelense, no dia 27 de dezembro, enquanto 4.200 pessoas ficaram feridas.

Para a UNRWA, o futuro dos palestinos representa "uma prova para a humanidade e para nossa capacidade de proteger 1,5 milhão de pessoas", seguindo a Convenção de Genebra.

O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) denunciou, por sua vez, que a população não tem onde se proteger dos ataques israelenses, nem em Gaza nem no Egito, cuja fronteira está fechada.

O Comitê da ONU para os Direitos da Crança se mostrou especialmente preocupado com a situação dos menores, vítimas dos "efeitos devastadores dos combates".

"Estes acontecimentos terão impacto emocional e psicológico grave para toda uma geração de crianças", afirmou o organismo.

Em um comunicado conjunto, o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICR) e a Federação Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho voltaram a pedir o acesso irrestrito de feridos a hospitais fora de Gaza, uma vez que "muitos feridos não estão recebendo atenção (...), porque são incapazes de chegar aos hospitais por seus próprios meios".

"É absolutamente necessário e inegociável que as equipes médicas (...) sejam protegidas", reclamou o presidente do CICR, Jakob Kellenberger, que nesta terça-feira visitou Gaza.

"Ver o que acabo de ver é muito doloroso", declarou.

sga/ap/sd

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