Por Patrick Worsnip NAÇÕES UNIDAS (Reuters) - A ONU anunciou na terça-feira que a entrega de um relatório sobre o assassinato da ex-primeira-ministra paquistanesa Benazir Bhutto será adiado em mais de duas semanas, a pedido do Paquistão.

Uma comissão da ONU com três integrantes passou nove meses investigando o crime, e deveria apresentar suas conclusões na terça-feira ao secretário-geral Ban Ki-moon.

Mas o presidente do Paquistão, Asif Ali Zardari, que é viúvo de Bhutto, pediu um adiamento até 15 de abril, segundo Martin Nesirky, porta-voz da ONU, que não explicou as razões do pedido, encaminhado durante a noite.

Em Islamabad, o ministro paquistanês da Informação disse que o governo solicitou o adiamento para que a comissão possa ouvir dois ex-chefes de Estado, que segundo o ministro teriam alertado Bhutto sobre ameaças à vida dela.

Os dois ex-governantes, não-identificados, "poderiam ser úteis à comissão na descoberta de quem esteve por trás do assassinato dela", disse o ministro Qamar Zaman Kaira à Reuters.

Bhutto foi assassinada após um comício na cidade de Rawalpindi, em 27 de dezembro de 2007.

(Reportagem adicional de Kamran Haider em Islamabad)

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