Genebra, 23 jan (EFE).- O Governo do Sudão violou a Declaração Internacional dos Direitos Humanos no ataque contra um campo de refugiados em Darfur em agosto do ano passado, episódio no qual morreram 33 pessoas e outras 108 ficaram feridas, diz um relatório da ONU.

O relatório do Alto Comissariado dos Direitos Humanos e da Missão das Nações Unidas e da União Africana em Darfur (UNAMID) acusa as forças sudanesas de terem usado uma força "desnecessária, desproporcional e ilegal".

As conclusões se baseiam nas "declarações de testemunhas, que confirmaram que as forças de segurança abriram fogo arbitrariamente contra um grande grupo de refugiados, incluindo mulheres e crianças".

O ataque aconteceu no dia 25 de agosto de 2008 no campo de refugiados de Kalma, que fica a 15 quilômetros de Niyala, capital do sul de Darfur, onde forças de segurança sudanesas realizaram uma operação em busca de armas, drogas e outras formas de crime organizado.

Diante da recusa de um grupo de moradores do acampamento de os deixar passar, as forças de segurança deram tiros para o ar, antes de abrirem fogo contra os refugiados.

No ataque morreram 33 pessoas - 14 homens, dez mulheres e nove crianças - e 108 ficaram feridas. EFE mrm/fal

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