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ONU acusa elementos do Exército de ataque a presidente em Guiné Bissau

O ataque à residência do presidente de Guiné Bissau, João Bernardo Vieira, no domingo, foi cometido por alguns elementos do Exército, que se mantém republicano, em sua grande maioria, declarou a missão da ONU nesse pequeno país africano (UNOGBIS), nesta segunda-feira.

AFP |

"O Exército de Guiné Bissau está verdadeiramente comprometido com o processo de consolidação das instituições do Estado. São alguns de seus elementos que estão por trás dos acontecimentos de domingo", avaliou o porta-voz do Escritório das Nações Unidas em Guiné Bissau, Vladimir Monteiro.

A maior parte do Exército "quer ajudar na consolidação da democracia e trabalha pela reforma do setor de segurança", em particular, com a redução de efetivos, com a reorganização e a modernização das tropas, além da construção de prisões, completou o porta-voz.

O ataque contra a residência presidencial reavivou as dúvidas sobre o papel do Exército nesse país da África Ocidental, que já viveu vários golpes de Estado desde sua independência de Portugal, em 1974.

No domingo, representantes da ONU, da Comunidade Econômica de Estados da África Ocidental (Cedeao), da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLA) e da União Européia se reuniram com o chefe do Estado-Maior do Exército, general Tagmé Na Waié.

No encontro, o general reafirmou "a determinação do Exército de continuar defendendo as instituições do Estado. O Exército, em seu conjunto, oferece sua garantia de neutralidade", relatou o porta-voz da ONU.

mrb/tt

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