Onibus espacial Endeavour se atraca à ISS

O ônibus espacial Endeavour se acoplou nesta sexta-feira à Estação Espacial Internacional (ISS), para onde os astronautas levam equipamento para instalar a plataforma permanente do laboratório japonês Kibo, localizada a 350 km sobre a Terra.

AFP |

Os seis americanos e uma canadense a bordo do Endeavour atracaram à ISS às 17H47 GMT, oito minutos antes do previsto, informou a Nasa em comunicado.

A chegada deles à Estação Espacial Internacional (ISS) vai elevar a 13 o número de astronautas no local - um recorde até o momento.

Um dos tripulantes, o americano Tim Kopra, deverá permanecer na estação, e o japonês Koichi Wakata será trazido de volta à Terra pelo ônibus espacial.

A viagem do Endeavour é a 127ª realizada pelos ônibus espaciais americanos e a missão do Endeavour está prevista para durar 11 dias.

O Endeavour foi lançado da Flórida (sudeste) na noite de quarta-feira, na sexta tentativa desde 13 de junho.

As manobras de aproximação à ISS são consideradas muito delicadas porque ambas as naves viajam a mais de 28.000 km/hora e foram realizadas manualmente pelo comandante Mark Polansk.

A Agência Espacial Americana havia adiado o lançamento do Endeavour cinco vezes - três delas devido ao mau tempo e duas por conta de um vazamento potencialmente perigoso no sistema de ventilação.

A Nasa informou na quinta-feira que seus especialistas descartaram danos no escudo térmico do ônibus espacial Endeavour devido à colisão com fragmentos durante o lançamento.

"Não há nada visto (no Endeavour) que nos cause preocupação", disse o diretor de voos do ônibus espacial, John Shannon, em entrevista coletiva no Centro Espacial Kennedy, em Cabo Cañaveral (Flórida).

Pelo menos dois fragmentos desprendidos do tanque de combustível externo do ônibus espacial atingiram o Endeavour nos primeiros minutos da decolagem e a Nasa temia danos no escudo térmico da nave.

Shannon destacou que os especialistas da agência espacial americana buscarão as causas de tais desprendimentos para evitar a repetição dos episódios nas próximas missões do ônibus espacial.

"Temos que entender isto", o que levou os fragmentos de espuma isolante a chegar até uma zona da nave que nunca havia sido atingida nestas condições, explicou Shannon. "É preciso compreender, para o próximo voo" do ônibus espacial, previsto para agosto.

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