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ONGs pedem que europeus ajudem Obama a fechar Guantánamo

Berlim, 10 nov (EFE).- A Anistia Internacional e outras quatro ONGs pediram hoje aos Governos da Europa que ajudem o presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, a fechar a prisão de Guantánamo, em Cuba, e que abriguem 50 presos que não podem voltar a seus países de origem por estarem ameaçados de tortura.

EFE |

"Obama tem a oportunidade de fechar Guantánamo, e é responsabilidade dos EUA pôr fim ao desastre que é essa prisão. Mas a Europa deve estender a mão e oferecer ajuda humanitária a esse grupo de presos", disse Daniel Gorevan, representante da Anistia Internacional, em entrevista coletiva conjunta em Berlim com as outras ONGs.

"Todos estamos muito satisfeitos com a eleição de um presidente que despertou muitas e tão positivas expectativas. Obama se comprometeu a pôr fim a algo que está fora da legalidade desde o princípio; é preciso abrir caminho para que ele o complete", explicou Steve Sady, advogado americano e representante de alguns presos.

A contribuição que as ONGs esperam da Europa é que acolha 50 presos do total de 255 que continuam em Guantánamo.

Enquanto 80 detentos deverão responder perante os tribunais que os acusam, o destino dos outros presos é incerto, existam ou não "indícios de suspeita" de acusação terrorista contra eles, segundo o advogado.

"Tratam-se de pessoas procedentes de países como China, Líbia, Rússia, Tunísia e Uzbequistão, ameaçados de tortura e repressão caso voltem a seus países de origem", explicou Joane Mariner, da Human Rights Watch.

De acordo com a advogada americana Cori Crider, esse foi o caso dos tunisianos Abdullah Al-Hajri e Lotfi Lagha, que quando voltaram a seu país, em junho de 2007, foram presos, torturados e forçados a assinar confissões de culpa.

Em sua campanha, Obama prometeu "acabar com a vergonha e a violação dos direitos humanos em Guantánamo", lembrou Gorevan. O objetivo das ONGs é que esse processo não dure para sempre, mas seja incluído no plano dos 100 primeiros dias de Governo.

"Todos sabemos que (Obama) tem muitos desafios. Alguns de difícil solução ou de solução para médio e até longo prazo. Guantánamo não pode esperar. E também é de resolução mais factível que no caso da crise financeira global", comentou à Agência Efe Dawid Bartelt, da Anistia Internacional.

A iniciativa das ONGs Center for Constitutional Rights, International Federation for Human Rights e Reprieve, além da Anistia Internacional e Human Rights Watch, foi apresentada em Berlim, "já que a chanceler (da Alemanha) Angela Merkel está entre os líderes europeus que mais contundentemente insistiu no fechamento de Guantánamo", diz Bartelt.

Merkel pediu ao presidente americano, George W. Bush - "responsável direto" pela existência da prisão, segundo a Anistia Internacional -, o fechamento de Guantánamo já durante sua primeira viagem como chanceler alemã aos EUA.

A questão esteve sobre a mesa em sucessivos encontros bilaterais, disse Bartelt. "O mundo inteiro está de acordo, até Bush reconhece.

É preciso buscar uma maneira que esses 50 presos não fiquem em um beco sem saída", acrescentou o representante da Anistia Internacional.

Sady, representante de vários presos de Guantánamo e recém chegado de uma visita à prisão na semana passada, insistiu que os Governos europeus devem assumir "sua parte de responsabilidade em uma solução para esses casos".

"Contra uma grande maioria dos detidos, fora de todo contexto legal, não há a menor evidência de implicação terrorista. Os advogados que os defendem e as organizações aqui presentes trabalharão para oferecer esse tipo de garantias", declarou o jurista.

A Europa tem capacidade e possibilidades para oferecer a proteção humanitária, ajuda à reabilitação dos detentos e possíveis seqüelas psíquicas a pessoas que estão confinadas há sete anos, sem contato com a família e a mínima relação com o exterior - através dos advogados, em alguns casos. EFE gc/wr/jp

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