ONGs pedem investigação sobre violência durante crise na Tailândia

Bangcoc, 4 dez (EFE).- As ONGs Anistia Internacional (AI) e Human Rights Watch (HRW) solicitaram hoje uma investigação independente sobre a violência ocorrida durante os protestos antigovernamentais na Tailândia, nas quais oito pessoas morreram e 737 ficaram feridas desde maio.

EFE |

As duas entidades advertiram, em comunicado conjunto, que podem ocorrer novos episódios violentos a qualquer momento se o Governo e a antigovernamental Aliança do Povo para a Democracia não resolverem suas diferenças de forma pacífica.

A Aliança suspendeu seus protestos na quarta-feira, um dia depois de o Tribunal Constitucional dissolver por fraude eleitoral três partidos da coalizão governante e desabilitar seus dirigentes, incluindo o primeiro-ministro tailandês, Somchai Wongsawat.

"Comemoramos o fim dos protestos, mas a violência pode ressurgir se a Aliança se opor ao próximo Governo", afirmou o diretor da HRW na Ásia, Brad Adams.

"Agora é o momento de que os líderes das manifestações e o Executivo se comprometerem a agir de forma pacífica e dentro da lei (...), também chegou a hora de assumir as responsabilidades", afirmou Adams.

O diretor da AI para a Ásia-Pacífico, Sam Zarifi, disse que a Aliança "deve entender que, quando usa a força, incluindo armas de fogo, não pode reivindicar que é um movimento pacífico".

A violência esteve presente nas mobilizações contra o Governo desde que estas começaram, em maio, e a situação piorou quando os seguidores da Aliança ocuparam a sede do Governo, em 26 de agosto.

Os líderes da Aliança ameaçaram retomar as mobilizações se o novo Executivo tiver aliados do ex-primeiro-ministro Thaksin Shinawatra, deposto mediante um golpe de Estado em 2006 e acusado de vários crimes de corrupção. EFE grc/an

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