ONGs pedem fim de violência e corredor humanitário urgente

Nações Unidas, 7 jan (EFE).- Várias ONGs pediram hoje o imediato fim da violência contra a população civil de Gaza e exigiram a Israel a abertura urgente de um corredor humanitário para assisti-los.

EFE |

"Israel fracassou em sua obrigação legal de proporcionar alimentos e remédios à população civil em Gaza", indicou hoje o responsável da Human Rights Watch (HRW) para o Oriente Médio, Sarah Leah Witson, em entrevista coletiva nas Nações Unidas.

Essa ONG criticou assim como Oxfam International, World Vision International e Care International a operação que as forças armadas israelenses iniciaram há 12 dias contra o grupo islamita Hamas em Gaza e que ocasionaram uma crise humanitária entre a população desse território que já sofria a conseqüências de 18 meses de bloqueio.

A Oxfam International disse que "enquanto os ministros de Relações Exteriores tentam aprovar uma resolução sobre a crise do Oriente Médio, dezenas de milhares de famílias seguem sob o bloqueio em Gaza e sofrem condições de vida desesperadas com muitos feridos civis em um sistema humanitário quase quebrado".

Por sua parte, o porta-voz da Oxfam em Jerusalém, Michael Buile, afirmou que "as pessoas (em Gaza) não podem ser castigada por algo que eles não podem controlar", em referência aos radicais do Hamas que deste território bombardeiam com foguetes o sudoeste de Israel.

"Bloquear 1,5 milhão de pessoas, restringir a eletricidade, cortar a água, durante 18 meses é inaceitável; 40% da população palestina sofre esse bloqueio" de Israel, acrescentou Builey.

Além disso, Oxfam qualificou essa situação de "insuportável", pois afeta fundamentalmente as crianças de Gaza, que representam 56% dos 1,41 milhões de habitantes.

Sobre o corredor humanitário proposto pelas autoridades israelenses, Oxfam considerou que seu alcance será "limitado", devido às numerosas dificuldades por motivos de segurança para o transporte de abastecimentos.

"A escuridão se apossou de Gaza, não há comida nos mercados e faltam remédios. Não há alimentos, nem água ou eletricidade", acrescentou Yazdam Al Amawi, da Care International.

Além disso, a organização Save the Children denunciou que a crítica situação de Gaza "põe em perigo a vida de cada um de suas crianças, da mesma forma que a das crianças israelenses das áreas atacadas", pelo que exigiu a ambas partes o imediato fim de suas ações violentas.

A ONG afirmou que até agora 101 crianças palestinas morreram, e que até ontem, dos 2.550 palestinos feridos, 1.134 são menores e mulheres, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Segundo dados da agência da ONU para os refugiados palestinos no Oriente Médio (UNRWA), 91 escolas desse território estão sendo utilizadas para abrigar 40 mil refugiados. EFE emm/jp

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