ONGs palestinas pedem ao Hamas para investigar crimes em Gaza

Jerusalém, 18 jan (EFE).- Onze organizações de direitos humanos palestinas pediram ao grupo islâmico Hamas e à Autoridade Nacional Palestina (ANP) para investigar as possíveis violações do direito internacional cometidas durante a ofensiva militar israelense a Gaza, que hoje completa um ano de desfecho.

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Com esse pedido, as organizações querem que os grupos palestinos investiguem possíveis crimes de guerra cometidos durante essa disputa e apontados no relatório Goldstone (que analisa a ofensiva), informa hoje o jornal "Haaretz".

Designado pela ONU, o juiz sul-africano Richard Goldstone estudou as circunstâncias do confronto armado entre Israel e as milícias da Faixa de Gaza, território controlado pelo Hamas, que deixou 1,4 mil palestinos mortos - a maioria civis - e 13 israelenses.

A ofensiva militar israelense Chumbo Fundido que completa hoje um ano de encerramento e pôs fim a 22 dias de intensos bombardeios israelenses e ataques com foguetes por parte das milícias de Gaza.

Entre os fatos detalhados no relatório estão ataques palestinos contra civis em Israel e casos de repressão interna, como execuções sumárias na Faixa de Gaza e detenções e tortura na Cisjordânia.

O pedido das ONGs palestinas foi feito em cartas enviadas ao presidente da ANP, Mahmoud Abbas, e ao deposto primeiro-ministro e líder do Hamas em Gaza, Ismail Haniyeh.

Nas mensagens, as ONGs pedem aos dirigentes palestinos que investiguem as alegações antes do próximo 5 de fevereiro, data limite após a qual o secretário-geral da ONU informará à Assembleia Geral sobre se Israel e os palestinos cumpriram a resolução.

Em 5 de novembro passado, a Assembleia aprovou as conclusões do Relatório Goldstone e solicitou a ambas as partes a investigar as supostas violações do direito internacional durante a ofensiva.

Duas das organizações signatárias, Adallah e a Associação Árabe para os Direitos Humanos, são sediadas em Israel, enquanto as outras na Faixa de Gaza e Cisjordânia, como o Centro Palestino para os Direitos Humanos, Al-Mezan, Adameer, Al Haq ou o Centro de Mulheres para a Assistência Legal.

As cartas afirmam que "boa parte do relatório (Goldstone) fala de violações por parte de Israel, a potência ocupante, mas também considera violações dos grupos armados palestinos e as autoridades palestinas em Gaza e Cisjordânia".

O relatório pede às autoridades palestinas para aplicarem suas recomendações a fim de que os esforços da Organização para a Libertação da Palestina (OLP) de respaldar o documento perante a ONU não sejam em vão. EFE db/sa

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