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ONGs espanholas pedem fim do Mendigogame

Madri, 7 ago (EFE).- Três ONGs espanholas pediram hoje o fim do Mendigogame, um jogo on-line gratuito no qual o objetivo do participante é se transformar no melhor mendigo da cidade de Madri, ao alegar que degrada pessoas que tentam readquirir o direito de serem consideradas como seres humanos.

EFE |

Em comunicado, as ONGs Solidários para o Desenvolvimento, Fundação Rais e Ação em Rede opinam que é uma "falta de respeito se referir de uma maneira tão grosseira a um grupo de pessoas cuja dignidade é igual a de que qualquer outro cidadão".

Apesar disso, a empresa criadora do jogo, a alemã Farbflut Entertainment, anunciou que vai fazer uma versão específica para a América Latina, cujos cenários podem ser Buenos Aires ou a Cidade do México, depois do sucesso das edições para Reino Unido, França, Polônia e Espanha.

Após seu imenso êxito na Alemanha, onde o jogo surgiu há dois anos, a Farbflut lançou no último dia 4 uma versão em espanhol, na qual o internauta tem as opções de recolher sucata, assaltar um bar ou beber "calimocho" (mistura de refrigerante e vinho barato) pelas ruas de Madri.

Segundo as três ONGs, as pessoas sem teto enfrentam todos os dias uma vida cheia de dificuldades e um jogo "não pode transformar esse cotidiano de calamidades em um passatempo".

"Brincar com a realidade das pessoas sem lar que, dia após dia, enfrentam a dureza das ruas, as doenças, a morte, a falta de direitos e de recursos por situações como a perda de um ente querido ou de um emprego, é um fato cruel e desumano", acrescentam as ONGs em sua nota conjunta.

Por tudo isso, as entidades reivindicam que "os sem-teto sejam vistos como o que são, pessoas", e reiteram que eles "não são criminosos, mas alvo de uma violência constante" já que, só em 2009, 55 moradores de rua morreram na Espanha.

Para as organizações, há determinados assuntos aos quais "a única maneira de se aproximar é com respeito e sensibilidade".

Neste sentido, as ONGs oferecem "a oportunidade de encarar um desafio maior do que o de se colocar atrás da tela de um computador" e propõem, por exemplo, "andar pelas ruas de Madri com uma garrafa de café e vontade de conversar e acompanhar estas pessoas". EFE fcm/bba

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