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ONGs de Israel denunciam dano sem precedentes aos civis em Gaza

Jerusalém, 14 jan (EFE).- Nove ONGs de defensa dos direitos humanos israelenses fizeram hoje uma chamada humanitário urgente a seu país para que proteja os civis na Faixa de Gaza, que sofrem danos sem precedentes na ofensiva militar.

EFE |

"Um milhão e meio de civis está em extrema urgência humanitária e suas necessidades não foram adequadamente levadas em conta pelo Exército (israelense), nas medidas parciais que tomou", afirma a carta enviada hoje pelas ONG às autoridades políticas, militares e judiciais de Israel, e divulgada pela imprensa.

As organizações - entre elas a B'Tselem, a Gisha, a Adalah e a seção israelense da Anistia Internacional - pedem às Forças Armadas de Israel que "parem o dano desproporcional a civis e deixem de atacar alvos civis que não têm interesse militar, embora respondam à definição de 'símbolos do Governo'" do Hamas em Gaza.

Além disso, exigem a abertura de uma via para que os civis possam fugir dos combates e garantias de que poderão voltar para casa quando terminar a ofensiva israelense, que deixou quase mil mortos e 4,5 mil feridos entre os palestinos em 19 dias.

As ONG pedem também que Israel ofereça "tratamento médico imediato e apropriado a todos os feridos e doentes da Faixa de Gaza", e permita que as ambulâncias cheguem às áreas de conflito.

Vários palestinos morreram em conseqüência de seus ferimentos, porque o Exército israelense não permitia, nos primeiros 11 dias, o acesso dos serviços de emergência, o que agora faz durante três horas por dia.

Por último, os signatários destacam a necessidade de "garantir o correto funcionamento dos sistemas de energia elétrica, água e tratamento de água, de modo que respondam às necessidades da população".

As organizações insistem em que, quando acabar a ofensiva, deverão ser investigadas as suspeitas de "graves violações do direito internacional humanitário".

"Este tipo de combate é uma aberta violação das leis de guerra e gera suspeitas, que pedimos que sejam investigadas, de que foram cometidos crimes de guerra", afirmam.

A carta está destinada ao primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert; ao ministro da Defesa, Ehud Barak; ao chefe do Exército, Gabi Ashkenazi; ao coordenador da operação em Gaza, Yoav Galant; e ao procurador-geral do Estado, Menachem Mazuz. EFE ap/an

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