ONGs comemoram pressão da ONU para que Sudão entregue criminosos

Nações Unidas, 16 jun (EFE).- As ONGs Anistia Internacional (AI) e Human Rights Watch (HRW) comemoraram hoje a declaração adotada pelo Conselho de Segurança da ONU que pede ao Sudão que entregue dois suspeitos procurados pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) por crimes de guerra em Darfur.

EFE |

As organizações de direitos humanos destacaram que o texto supõe a primeira advertência formal do Conselho de Segurança (CS) ao regime sudanês e ressaltaram o papel da Costa Rica na medida.

"O Governo sudanês deve prender imediatamente o secretário de Estado Ahmad Mohammed Harun e Ali Kushaib e entregar os dois suspeitos de crimes de guerra ao TPI", disse em comunicado o responsável pelo escritório da AI na ONU, Yvonne Terlingen.

A organização considerou que a recusa do Sudão em entregar os dois acusados constitui "um desafio sem precedentes" contra o qual o CS caso Cartum insista nisso.

A HRW advertiu que o texto demonstra "a impaciência internacional com relação à impunidade que gozam os suspeitos de crimes de guerra de Darfur".

O diretor do programa de justiça internacional da HRW, Richard Dicker, viu na declaração do CS uma mensagem ao presidente Omar Bashir de que o Sudão não pode seguir obstruindo o trabalho da justiça.

"O Conselho de Segurança pôs de novo sobre a mesa que se faça justiça ao povo de Darfur", disse Dicker também em comunicado.

As duas organizações cumprimentaram "a liderança" assumida pela Costa Rica na redação da declaração e nas negociações do CS para que as objeções de China e Líbia ao texto não criassem empecilhos.

O fiscal do TPI, Luis Moreno Ocampo, acusa Harun e Kushaib, ex-líder da milícia Janjaweed (pro-árabe), de ter orquestrado e executado uma campanha sistemática de violência contra a população civil de Darfur como parte da luta contra os grupos rebeldes da região.

Ambos foram acusados em abril de 2007 pelo TPI por crimes de guerra e contra a humanidade, mas desde então o Sudão ignorou as ordens de detenção tramitadas pelo tribunal internacional. EFE jju/rr

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG