RIO DE JANEIRO - A organização não-governamental brasileira Viva Rio mobilizou toda a equipe no Haiti, cerca de 400 pessoas, entre brasileiros e haitianos, para ajudar no resgate e no atendimento de urgência às vítimas do terremoto que atingiu Porto Príncipe nesta terça-feira.


De acordo com uma das coordenadoras da entidade Cibele Dias, a ONG tem caminhões disponíveis e uma equipe treinada em primeiro socorros, combate a incêndio e outros procedimentos que podem ajudar neste tipo de situação, em forma de mutirão.

A nossa instrução é de que a brigada, uma equipe de pessoas preparadas para esse tipo de emergência, ajudem a resgatar as vítimas que estão soterradas, a retirar escombros e a tentar recolher alimentos e roupas. Essa é a mobilização, revelou.

Desde o acidente, a sede da ONG, de cerca de 25 mil metros quadrados, no bairro de Pacot, no centro da capital, recebe famílias desabrigadas e providencia água e comida para a população. A equipe brasileira, de cerca de 20 pessoas, ajuda no trabalho. As pessoas ficaram desesperadas e foram procurar abrigo onde tinham segurança, contou Cibele.

A ONG informou que nenhum integrante brasileiro ficou ferido no tremor de terra e o prédio da instituição sofreu pequenas avarias. As informações foram passados por Rubem César, presidente da instituição, que recebeu os relatos do filho André D'Ávila, que chegou ao Haiti momentos antes do terremoto.

O André estava desarrumando a mala quando tudo aconteceu. O terremoto pegou todo mundo de surpresa. Ele saiu de casa e viu um posto de gasolina explodindo, pessoas gritando, outras correndo pela rua, gente morta. Teve fumaça, uma coisa horrível, relatou.

O Haiti foi atingido por um terremoto de magnitude 7 na escala Richter. O abalo destruiu vários prédios em Porto Príncipe. Pelo menos 11 militares brasileiros , que participavam de uma missão de paz da Organização das Nações Unidas (ONU), morreram no desastre.


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