ONG quer que G8 revise objetivos sobre biocombustíveis

Londres, 12 jun (EFE).- A fundação de caridade internacional Oxfam pediu hoje ao Grupo dos Oito (G8, que reúne os sete países mais industrializados e a Rússia) que paralisem e revisem com urgência os objetivos fixados pelos países ricos para a produção de biocombustíveis.

EFE |

A Oxfam pediu também o desmantelamento dos subsídios e isenções fiscais que constituem incentivos para que a produção agrícola se dedique aos biocombustíveis.

Segundo a ONG, estes últimos produtos são responsáveis por 30% dos aumentos de preços dos alimentos em todo o mundo, o que tem um impacto devastador em milhões de pessoas.

Para a Oxfam, são necessários US$ 14,5 bilhões para reforçar a ajuda imediata a 290 milhões ou mais pessoas que estão ameaçadas pelo aumento do custo dos alimentos.

Em comunicado divulgado em ocasião da reunião de hoje dos ministros de finanças do G8, a ONG disse que também é necessário um plano a longo prazo de fortes investimentos nos sistemas agrícolas dos países em vias de desenvolvimento.

A Oxfam indica que não ficou claro se os US$ 6 bilhões que ficaram estabelecidos na recente cúpula da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO), em Roma, não vêm de novas doações e sim de compromisso anteriores.

A ONG pede, além disso, que Japão, França e Alemanha aumentem sua ajuda ao desenvolvimento em até 0,7% de seus respectivos Produto Interno Bruto (PIB).

Embora os países ricos tenham prometido em 2005 aumentar sua ajuda em US$ 50 bilhões anuais para 2010, pouca coisa foi feita até agora para realizar esse objetivo, denuncia a ONG.

Para a Oxfam, como ainda faltam US$ 30 bilhões para chegar ao valor que acredita ser o ideal, os países ricos devem melhorar a qualidade de sua ajuda e aceitar o acompanhamento da ONU.

Segundo a ONG, boa parte do dinheiro comprometido para ajudar os países pobres foi extraído dos orçamentos de ajuda ao desenvolvimento, que já haviam sido estabelecidos anteriormente e que por isso, não é ajuda nova.

"Os países pobres sofrem uma tripla injustiça. Não só têm que pagar o preço da poluição dos ricos, mas o pouco dinheiro disponível para ajuda ao desenvolvimento é retirado do já comprometido. E ainda querem que devolvam esse dinheiro com juros", critica a Oxfam. EFE jr/rr

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