ONG protesta contra mortes de policiais em serviço no Rio de Janeiro

Rio de Janeiro, 13 mai (EFE).- A ONG Rio de Paz lembrou hoje em um ato simbólico na praia de Ipanema, no Rio de Janeiro, as mortes de 70 policiais militares fluminenses em serviço nos últimos dois anos.

EFE |

Segundo a ONG, a Polícia Militar do estado do Rio de Janeiro é "a que mais mata e mais morre no Brasil e no mundo".

Os ativistas dispuseram 70 camisas do uniforme da PM fluminense manchadas de tinta vermelha, representando o sangue, para protestar também pela morte de mais de 1.400 policiais desde 1999, muitos deles fora de seu horário de serviço e durante a realização com atividades ilícitas.

O presidente da ONG Rio de Paz, Antonio Costa, denunciou esta situação argumentando que o salário dos agentes "muitas vezes não os permite sustentar suas famílias e os leva a participar de outras atividades fora de seu horário, algumas delas ilegais".

"O Rio de Janeiro não veria tantas mortes se a Polícia não estivesse relacionada com o crime" em diversas ocasiões, disse.

O presidente da organização exigiu dos políticos um aumento nos salários e um maior controle do corpo policial, "porque não se pode colocar uma arma nas mãos de um homem sem que haja um controle sobre ele".

Sobre os agentes que morreram em serviço, Costa destacou que muitas vezes trabalham "em condições desumanas e enviados a missões que os expõem a riscos desnecessários".

O presidente da ONG Rio de Paz também disse que a Polícia Militar está "mal preparada" e isso faz com que, em algumas ocasiões, "os bons policiais não possam trabalhar porque estão rodeados de gente desmotivada e com pouco treinamento". EFE edv/bba

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