Bangcoc, 2 jul (EFE).- A ONG Human Rights Watch pediu ao secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, que visitará nesta sexta-feira Mianmar (antiga Birmânia), que consiga um compromisso firme da Junta Militar para libertar todos os cerca de 2.

200 presos políticos do país.

A organização com sede em Nova York indicou através de um comunicado que "Ban não pode aceitar a volta da líder opositora Aung San Suu Kyi à prisão domiciliar ou declarações vagas de reformas políticas como sinais do êxito da visita".

O secretário-geral das Nações Unidas chegou hoje a Cingapura procedente do Japão, onde realizou uma visita oficial, e está previsto que amanhã se reúna com o chefe da Junta Miliar birmanesa, o general Than Shwe.

"Ban deve deixar claro que o tempo das brincadeiras acabou, e que a verdadeira mudança precisa ser realizada agora", manifestou o diretor-executivo da Human Rights Watch, Kenneth Roth.

O secretário-geral da ONU deve se reunir em sua visita de dois dias com cinco membros da Liga Nacional para a Democracia (LND), legenda liderada por Suu Kyi e a única da oposição que resiste à pressão do regime militar.

Suu Kyi, Nobel da Paz em 1991, é acusada de ter violado em maio os termos da prisão domiciliar que cumpria desde 2003, por permitir que um intruso passasse a noite em sua casa de Yangun, e pode ser condenada a cinco anos de prisão. EFE grc/mh

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