ONG pede a Betancourt que, além de seqüestro, proteste por desaparecidos

Bogotá, 3 nov (EFE).- A ONG colombiana Redepaz propôs hoje à ex-refém das Forças Armadas Revolucionárias Colombianas (Farc) Ingrid Betancourt que a marcha contra o seqüestro convocada para 28 de novembro seja também de rejeição ao desaparecimento forçado.

EFE |

A sugestão foi feita pela presidente colegiada de Redepaz, Ana Teresa Bernal, em carta aberta a Betancourt, que em 24 de outubro convocou a Colômbia e o mundo a marchar em favor dos reféns na narcoguerrilha.

A franco-colombiana Betancourt, ex-candidata à Presidância da Colômbia, resgatada em julho anunciou a mobilização após receber o Prêmio Príncipe de Astúrias da Concórdia, por simbolizar os seqüestrados no mundo.

A porta-voz da Rede Nacional de Iniciativas pela Paz e contra a Guerra (Redepaz) explicou à ex-refém, aprisionada por mais de seis anos na selva colombiana, que o desaparecimento forçado na Colômbia tomou outras dimensões com recentes denúncias de execuções extrajudiciais.

O presidente Álvaro Uribe e as Forças Armadas enfrentam as acusações de que jovens desaparecidos em uma localidade vizinha a Bogotá apareceram posteriormente como "mortos em combate" no nordeste do país.

As denúncias levaram o Executivo a afastar 27 militares, entre eles três generais, por suposta omissão ou participação neste caso.

Na comunicação, Bernal disse que "a Redepaz (...) dará todo seu empenho para que esta mobilização seja uma grande mensagem de Natal para todas as pessoas que seguem seqüestradas".

"No entanto, queremos que se reconheça o flagelo do desaparecimento forçado", acrescentou a presidente da Redepaz, que reúne centenas de ONGs de todo o país.

Neste sentido, pediu o apoio de Betancourt, a "milhares de mães que viram um dia seus filhos sairem de suas casas para nunca mais retornarem. Algumas (mães) puderam achar os corpos sem vida, sem ter explicações de que foi o que ocorreu e suas vidas se destroçaram como se destroçaram as das famílias dos seqüestrados".

Após quase seis anos e meio de seqüestro a mãos das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), Betancourt foi resgatada em 2 de julho junto com três americanos e 11 membros da Polícia em uma operação militar que simulou uma missão humanitária. EFE jgh/jp

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